sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Carrinhos de supermercado.
Deveriam ser os novos veículos a ocupar as ruas. São fofinhos,, não poluem a atmosfera com todos esses gases, podem ser empurrados, ou atirados de uma ladeira. Podem atingir altas velocidades dependendo da força aplicada, ou da inclinação da estrada. Além de confortáveis, espaçosos, metálicos, brilhantes, e customizados a gosto. Os carrinhos de supermercado são os veículos do futuro. Roube já o seu no estabelecimento mais próximo. O vestibular tá chegando.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Exames de provação.
É, o vestibular tá chegando, desespero total para todos os lados, um ar pesado de preopações, e perseguições paternais dotadas de cobranças. E mais um espírito estranho de vencedor que você incorpora quando tira uma nota boa. Enfim, nesses tempos de dificuldades de canalização intelectual para blogs, tudo o que resta são algumas frases de contentamento. Então é isso, algumas frases de contentamento. Eu poderia começar agora com um discurso imponente sobre as injustiças sociais, os direitos humanos, ou a educação para todos, mas no momento o cansaço me consome, e as tirinhas da mafalda gesticulam muito para serem lidas, então quem sabe desabafo sonhando. Não tinha nada a acrescentar de qualquer forma, a idéia era escoar stresses, então acho que foi talvez um pouco bem sucedido o processo, uma vez que me sinto um pouco aliviada. tchau, tchau.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A segunda sala
Paredes frias, concretas, desgastadas até. Um ar sóbrio, talvez por isso eu lhe desse a honra de saber das minhas loucuras. Era singular, muito espaço, poucos móveis, quase ninguém. Algo de uma primeira impressão e nada mais. Todos os dias eu a visitava e observava, a fim de descobrir valores ocultos que nunca se mostravam. Enfim, uma primeira impressão. Nada mais.
Sempre fora a mesma, desde muito criança, quando a velha mesinha de canto, de uma madeira escura, era utilizada como palco das minhas bonecas mal vestidas, até o dia em que, já de saída, vi desabar todo o concreto que sustentava as paredes que foram pintadas apenas três vezes, todas da mesma cor. Era branca, toda branca, salvo as janelas pesadas e desgastadas e a porta de fechadura um tanto quanto enferrujada.
Havia a velha poltrona azul, que já não era mais reclinável, da qual eu ministrava longas aulas para alunos imaginários enquanto estudava. A poltrona azul fora presente, e depois de bastante usada, transferiram-na para a segunda sala, deslizando pelo chão de cimento batido.
Era assim, minha segunda sala. Uma velha mesinha de canto de madeira escura, uma poltrona azul não mais reclinável. As paredes que guardavam segredos inúteis proclamados por mim, quando mais ninguém podia ouvir. Nunca mudou, apenas desapareceu em meio a destroços. Ainda consigo vê-la, basta que minha memória me permita lembrar por um instante da melhor fase da minha vida.
*15/02/2008
Sempre fora a mesma, desde muito criança, quando a velha mesinha de canto, de uma madeira escura, era utilizada como palco das minhas bonecas mal vestidas, até o dia em que, já de saída, vi desabar todo o concreto que sustentava as paredes que foram pintadas apenas três vezes, todas da mesma cor. Era branca, toda branca, salvo as janelas pesadas e desgastadas e a porta de fechadura um tanto quanto enferrujada.
Havia a velha poltrona azul, que já não era mais reclinável, da qual eu ministrava longas aulas para alunos imaginários enquanto estudava. A poltrona azul fora presente, e depois de bastante usada, transferiram-na para a segunda sala, deslizando pelo chão de cimento batido.
Era assim, minha segunda sala. Uma velha mesinha de canto de madeira escura, uma poltrona azul não mais reclinável. As paredes que guardavam segredos inúteis proclamados por mim, quando mais ninguém podia ouvir. Nunca mudou, apenas desapareceu em meio a destroços. Ainda consigo vê-la, basta que minha memória me permita lembrar por um instante da melhor fase da minha vida.
*15/02/2008
domingo, 19 de abril de 2009
vamos lá unificar o vestibular ¬¬"
O Brasil hoje se encaixa em uma classificação não muito favorável ao desevolvimento no que se trata do sistema educacional. Nosso sistema público de ensino se vê dentro de um estado deplorável, ao que se pode dificilmente chamar de escola. Escola é lugar de aprender e ensinar simultaneamente, uns aos outros. Escola é a história de uma vida, é o reservatória de confiança dos pais. Ou pelo menos era assim que deveria se proceder no Brasil. Mas nossas escolas públicas em ruínas nos mostram o contrário.
O governo chegou então com uma nova proposta: vamos unificar o sistema de ingresso nas universidades, faremos com que as provas sejam uma só, e todos serão avaliados com as mesmas questões, num determinado nível. Para isso daremos a cada instituição uma mala de dinheiro, para que façam bom proveito e invistam nas instituições públicas que estão sob seu poder.
Mas é simples demais falar assim de algo que pode mudar um país inteiro, tendo em vista que a educação é a base que move o planeta. Os motivos dessa atitude tomada pelo governo são muitos, primeiro a prova do ENEM estava até então sem utilidade alguma para o ingresso nas universidades, e a cada ano o número de alunos que faziam a prova caía mais. A desigualdade de ensino entre as regiões, os estados até, por outro lado, também incentivaram por um lado essa decisão. E é de certa forma certo que a longo prazo isso será benéfico, olhando pelo lado de que unificando as provas, o nível poderá se igualar mais, mas sendo implantado em tão pouco tempo, virá a prejudicar bastante os estados com a educação menos favorecida, pior mesmo, por assim dizer. E é importante observar que como todo sistema, esse tem, e terá ainda muitas falhas. Certamente o modo com que o páis tenta dar seu jeito na educação é errado, em vez de investir nas escolas, investe no ingresso dos estudantes na universidade, como se todos os problemas de um acadêmico fossem resolvidos com o ingresso às universidades. O governo esquece que o maior desafio de um profissonal é o mercado de trabalho. Tenho dito.
O governo chegou então com uma nova proposta: vamos unificar o sistema de ingresso nas universidades, faremos com que as provas sejam uma só, e todos serão avaliados com as mesmas questões, num determinado nível. Para isso daremos a cada instituição uma mala de dinheiro, para que façam bom proveito e invistam nas instituições públicas que estão sob seu poder.
Mas é simples demais falar assim de algo que pode mudar um país inteiro, tendo em vista que a educação é a base que move o planeta. Os motivos dessa atitude tomada pelo governo são muitos, primeiro a prova do ENEM estava até então sem utilidade alguma para o ingresso nas universidades, e a cada ano o número de alunos que faziam a prova caía mais. A desigualdade de ensino entre as regiões, os estados até, por outro lado, também incentivaram por um lado essa decisão. E é de certa forma certo que a longo prazo isso será benéfico, olhando pelo lado de que unificando as provas, o nível poderá se igualar mais, mas sendo implantado em tão pouco tempo, virá a prejudicar bastante os estados com a educação menos favorecida, pior mesmo, por assim dizer. E é importante observar que como todo sistema, esse tem, e terá ainda muitas falhas. Certamente o modo com que o páis tenta dar seu jeito na educação é errado, em vez de investir nas escolas, investe no ingresso dos estudantes na universidade, como se todos os problemas de um acadêmico fossem resolvidos com o ingresso às universidades. O governo esquece que o maior desafio de um profissonal é o mercado de trabalho. Tenho dito.
domingo, 22 de março de 2009
por causa de que.
Sim, preciso atualizar essa [?] página. Fato. Mas não vejo que tempo e que inspiração me sobram senão o tempo dedicado ao esforço de uma carreira futura , e a inspiração de pensar positivo que ela pode ser real. É complicado pacas ter uma vida atribulada. não devia também usar expressões chulés nos meus textos públicos, mas essa é uma excessão informal. Ah, como me custa polir minha paciência, "sinceramente ainda acredito em um destino forte e implacável" ;P go, go, go viver galera. Que texto mais merda ._. nunca vou vender meus trabalhos assim, não que de princípio eu tivesse esse desejo, mas nunca se sabe qual a classe média a que se vai pertencer quando virarmos mocinhos e mocinhas grandes. okay, i'm so ridiculous ._. bye honey. >.> vou voltar à minha realidade medíocre, e talvez escrever uma história que a distorça um pouco. :) kisses for you.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
numa moldura clara e simples
eu tenho meu lado criterioso de número primo, mas no final acabo me tornando mais um par. não tenho a vontade dos esforçados. vontade até chego a ter, mas muitas vezes ela não me move a lugar algum, ou a fazer coisa alguma. essa é uma das pretenções que tenho. movimentar-me. não tenho muitas marcas físicas da juventude, creio que sou mais interna que externa. não sei expressar o quanto amo alguém, e também não sei amar ninguém além dos meus amigos e da minha família. mas hei de conhecer as babaquices do amor, acredito. odeio obrigações e ordens, muito embora tenha que cumpri-los ambos. mas conhecendo tão pouco meu psicológico como conheço, sou dessas que um conselho funciona bem mais que uma ordem. mas em contra-partida sou muitas vezes dominada pelo pecado da imobilidade. me sinto mal por saber que sou preguiçosa e indisposta, mas procuro conseguir energéticos saudáveis pra esse tipo de problema. sinto um prazer indescritível em escrever, ainda que minhas idéias sejam incompreendidas. tenho a estranha mania de me sentir só, ao redor de muita gente, e de achar que no final tudo vai dar certo, sabendo contudo que é necessário disposição pra chegar ao fim. hoje posso dizer que tenho fé na vida, nas pessoas, nas coisas que Deus criou, me sinto mais feliz assim. posso dizer também que por mais que pareçam indivisíveis, amo a cada um dos meus ímpares familiares, e tenho orgulho de cada amizade sólida que construí nesses poucos anos de experiência mundana. sinto que tenho um espaço enorme dentro de mim, que por vezes penso que é por faltar algo importante, mas não sei afirmar as coisas com firmeza. não gosto de me descrever, penso que pessoas não são como verbetes de dicionário. mas sou movida ao vício de por palavras em ordem, e na falta de assunto melhor, eis que falo sobre mim mesma.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
apaixone-se
todo dia, apaixone-se. sem paixão não há motivos para viver. não há nada que desperte a alegria se não houver a paixão. e paixão é um sentimento nobre, porém bastante confundível. estar apaixonado, não é amar, é ver o mundo de um ângulo perfeito. é sorrir e se definir como o ser mais estúpido do mundo, e gostar disso. é fechar os olhos e conseguir enxergar a alma. não há nada ruim para um apaixonado, senão a decepção de conviver com aqueles que relutam em se apaixonar. amar é queer estar junto sabendo que existem dificuldades. se apaixonar é querer estar junto por achar que não existem defeitos, por ter a acerteza de que tudo se torna perfeito. uma vez eu li uma frase que nunca me deixou esquecer de como os detalhes são importantes. eis aqui a frase: 'se o seu primeiro e o último pensamento do dia for uma certa pessoa, agradeça, você recebeu um presente divino, a paixão.' embora muitos digam que relacionamentos nos fazem sofrer, não acho. nós sofremos por escolha própria, afinal, sempre sabemos onde tudo há de terminar, só que fechamos os olhos e os ouvidos. mas esse não é o único tipo de paixão, se é que posso clasificá-la em 'tipos'. pra se apaixonar não é preciso ter alguém, é preciso ser o que se quer. apaixone-se pelo sol, pelas nuvens, pelo giro da terra, pela maneira com que tudo toma o seu lugar diante de tantas voltas da vida. apaixone-se antes de tudo por você. não para que você não tenha rivais, mas para que você possa se apaixonar por tudo. não se pode passar adiante algo que não se tem. depois de se apaixonar, se não restar mais nada a fazer, viva. a vida de um apaixonado é a mais bela arte que nenhum artista jamais esculpiu.
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